O Sindicato Rural Patronal de Ubiratã sempre trabalhando para o
desenvolvimento do homem do campo. Mais uma vez o sindicato em parceira com
EMATER realizou o curso de decomposição de pastagem,
estabelecimento, recuperação e reforma de pastagem.
O curso foi ministrado
pelo Engenheiro Agrônomo instrutor do Senar Paulo Roberto Marchesan. Segundo o instrutor o curso tem como objetivo,
estabelecer, recuperar e reformar pastagens, minimizando os riscos
de fracasso na execução destas atividades. “O pecuarista precisa saber da degradação das pastagens é um dos maiores problemas da
pecuária do Brasil na atualidade. Hoje se estima que 80% dos 50 a 60 milhões de
hectares de pastagens cultivadas do Brasil Central, que respondem por 55%
da produção de carne nacional, encontram-se em algum estádio de degradação.
Este problema afeta diretamente a sustentabilidade da pecuária. Considerando
apenas a fase de recria e engorda de bovinos, a produção animal em uma pastagem
degradada pode ser seis vezes inferior ao de uma pastagem recuperada ou em bom
estado de manutenção”,ressaltou o
instrutor.
Durante o curso fora abordado alguns assuntos como: estabelecimento de pastagens Fase se
método do estabelecimento; Escolha de forragem;
Estacionalidade de produção de forrageiras; Calagem e adubação de pastagens;
Degradação das pastagens; Conceitos de recuperação e reforma; Recuperação das
pastagens Estratégias de recuperação; Reforma ou renovação de pastagem. A parte
pratica foi feita nas propriedades de alguns participantes.O sindicato está
convidado pessoas interessadas a fazer o curso de TRANSPORTE COLETIVO o curso está prevista para dia 13/07/2012 para participar o aluno deve ter 21 anos ter
habilitação D interessados favor ligar 44-3543-1894 ou 91424366
Fique sabendo:
DEGRADAÇÃO DE
PASTAGENS
O que é?
Degradação de pastagens é um processo evolutivo de perda de vigor e
produtividade forrageira, sem possibilidade de recuperação natural, que afeta a
produção e o desempenho animal e culmina com a degradação do solo e dos
recursos naturais em função de manejos inadequados. Causada por diversos
fatores, dentre eles, má escolha da espécie forrageira, má formação inicial,
falta de adubação de manutenção e manejo da pastagem inadequado, a degradação
precisa ser revertida para garantir a produtividade e a viabilidade econômica
da pecuária.
O que fazer
com as pastagens degradadas?
A degradação pode ser evitada com o uso de tecnologias que mantenham a produção
no patamar desejado, observadas as potencialidades do clima, solo, planta,
animal e sistema de manejo adotado. No entanto, quando as pastagens estão em
processo de degradação, estas precisam ser recuperadas ou renovadas.
Recuperar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção mantendo-se a
mesma espécie ou cultivar.
Renovar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção com a introdução
de uma nova espécie ou cultivar.
Para a
tomada de decisão de qual método seguir, é de fundamental importância
proceder um diagnóstico, conhecer o histórico da área, e definir o sistema de
produção a ser implantado após a recuperação ou renovação.
Do diagnóstico devem constar, dentre outras, informações sobre o clima, classes
de solo, topografia, propriedades químicas e físicas do solo, espécie de
forrageira, produtividade, ocorrência de pragas e doenças, manejo animal
vigente, perfil dos custos de produção e sistema de produção adotado.
A recuperação ou renovação pode ser efetuada de forma direta ou indireta.
Define-se como forma direta quando no processo utilizam-se apenas práticas
mecânicas, químicas e agronômicas, sem cultivos com pastagens anuais ou
culturas anuais de grãos. O uso intermediário de lavouras ou de pastagens
anuais caracteriza a forma indireta de recuperação ou renovação de pastagens
Recuperação
direta
Esta prática, na maioria de suas modalidades, apresenta menor risco para o
produtor, é aconselhada quando a pastagem degradada está localizada em regiões
de clima e solo desfavoráveis para a produção de grãos; com falta ou pouca
infra-estrutura de máquinas, implementos, estradas e armazenagem, condições de
comercialização, e aporte de insumos; menor disponibilidade de recursos
financeiros; dificuldades de se estabelecer parcerias ou arrendamentos e
necessidade de utilização da pastagem em curto prazo.
Dependendo do estádio de degradação da pastagem pode-se escolher dentre os
vários métodos de recuperação direta. Quanto mais avançado o processo de
degradação, mais drástica será a intervenção, com maior número de operações e
os custos mais elevados.
Em geral, a recuperação direta pode ser categorizada pela forma como se atua na
vegetação da pastagem degradada: sem destruição da vegetação, com destruição
parcial da vegetação, com destruição total da vegetação.
Recuperação
direta sem destruição da vegetação
Este sistema é utilizado quando as causas principais da degradação são os
manejos inadequados da pastagem e ou a deficiência de nutrientes. A pastagem
deve estar bem formada, sem invasoras, sem solo descoberto e compactado, e sem
erosão. Deve-se ajustar a lotação animal e o sistema de manejo para a
produtividade desejada, objetivada a potencialidade do solo, clima e
forrageira, e a recuperação feita com aplicação superficial e à lanço de adubos
e corretivos, sem preparo do solo, com doses calculadas segundo análise química
da fertilidade.
Fonte:
EMBRAPA.BR